
DA IMPORTÂNCIA DOS ARTISTAS
Victoria Noorthoorn e Camilo Yáñez
A 7ª Bienal do Mercosul busca explorar novos horizontes e mecanismos de trabalho a partir das conquistas visíveis da última edição/2007, entre eles a sua internacionalização e o desenvolvimento de um projeto pedagógico forte, de notória inserção no Estado do Rio Grande do Sul, que a consolida como um projeto educativo permanente. Na 7ª Bienal trabalhamos a partir destes antecedentes com a intenção de repensá-la de novos pontos de vista, buscando oxigenar seus conteúdos e formas operacionais.
Nossa proposta tenta situar a abertura e a experimentação como plataformas de trabalho. Neste sentido, corresponde à abertura proposta pela própria Fundação Bienal do Mercosul, que lançou uma convocatória aberta e internacional para a escolha do curador-geral da 7ª edição. Responde também ao estado atual das coisas no sistema expositivo ou de Bienais que, acreditamos, necessita ser reexplorado. Na 7ª Bienal buscamos incorporar a experimentação, motor real do processo criativo, para que seja a estrutura de cada um dos aspectos e mecanismos da mostra porque, se pensamos que o sistema de Bienais está em crise, o sistema da produção artística definitivamente não está. É por isso que, neste projeto, a figura do artista é a base operacional do trabalho: ocupa a função de curador de exposições, desenvolve o projeto pedagógico, lidera a imagem da Bienal e conceitua o projeto editorial e suas publicações, em constante diálogo com os curadores-gerais, um dos quais é artista. Um dos ideais da nossa equipe curatorial, que será anunciada em breve, é surpreender com novos formatos de exibição e obras não vistas anteriormente, realizadas por artistas de todas as gerações. Esperamos que essas obras juntas ofereçam uma forte plataforma de visibilidade sobre o melhor da arte contemporânea da América Latina em diálogo com o mundo, em seu próprio momento de produção.
O projeto conceitual desta Bienal encontra sua origem na “pausa ativa”, entendida como uma ferramenta real exercida por artistas no campo social: o artista que hoje é criador, analisa, altera, destrava ou desfaz as estruturas existentes, progressivamente e em pequena escala, e abre novas redes de realidades possíveis, oferecendo zonas de respiro e expansão do pensamento. Neste sentido, ao focar o pensamento e o fazer artístico no cerne da 7ª Bienal, tentamos recuperar a confiança na energia criativa de artistas que refletem sobre o seu papel, propondo alterações na trama do real para permitir a abertura de novas perspectivas críticas.
Seguindo esta mesma linha, o Projeto Pedagógico da 7ª Bienal do Mercosul terá uma equipe de artistas educadores que atualmente aplicam “micro políticas criativas” na América Latina e no mundo. Essas “micro políticas” devem ser entendidas como lugares onde se produzem novos sentidos e subjetividades, enquanto permitem a elaboração de ações concretas e transformadoras da realidade.
Em síntese, no projeto curatorial para a 7ª Bienal do Mercosul afirmamos o sentido e a importância das Bienais porque afirmamos o sentido e a importância dos artistas como constantes produtores de sentido crítico. Por sua vez, buscamos chamar a atenção sobre a necessidade do risco e da experimentação, em um momento histórico que urge revisitar as estruturas existentes.
Victoria Noorthoorn e Camilo Yánez são curadores-gerais da 7ª Bienal do Mercosul/2009
Victoria Noorthoorn e Camilo Yáñez
A 7ª Bienal do Mercosul busca explorar novos horizontes e mecanismos de trabalho a partir das conquistas visíveis da última edição/2007, entre eles a sua internacionalização e o desenvolvimento de um projeto pedagógico forte, de notória inserção no Estado do Rio Grande do Sul, que a consolida como um projeto educativo permanente. Na 7ª Bienal trabalhamos a partir destes antecedentes com a intenção de repensá-la de novos pontos de vista, buscando oxigenar seus conteúdos e formas operacionais.
Nossa proposta tenta situar a abertura e a experimentação como plataformas de trabalho. Neste sentido, corresponde à abertura proposta pela própria Fundação Bienal do Mercosul, que lançou uma convocatória aberta e internacional para a escolha do curador-geral da 7ª edição. Responde também ao estado atual das coisas no sistema expositivo ou de Bienais que, acreditamos, necessita ser reexplorado. Na 7ª Bienal buscamos incorporar a experimentação, motor real do processo criativo, para que seja a estrutura de cada um dos aspectos e mecanismos da mostra porque, se pensamos que o sistema de Bienais está em crise, o sistema da produção artística definitivamente não está. É por isso que, neste projeto, a figura do artista é a base operacional do trabalho: ocupa a função de curador de exposições, desenvolve o projeto pedagógico, lidera a imagem da Bienal e conceitua o projeto editorial e suas publicações, em constante diálogo com os curadores-gerais, um dos quais é artista. Um dos ideais da nossa equipe curatorial, que será anunciada em breve, é surpreender com novos formatos de exibição e obras não vistas anteriormente, realizadas por artistas de todas as gerações. Esperamos que essas obras juntas ofereçam uma forte plataforma de visibilidade sobre o melhor da arte contemporânea da América Latina em diálogo com o mundo, em seu próprio momento de produção.
O projeto conceitual desta Bienal encontra sua origem na “pausa ativa”, entendida como uma ferramenta real exercida por artistas no campo social: o artista que hoje é criador, analisa, altera, destrava ou desfaz as estruturas existentes, progressivamente e em pequena escala, e abre novas redes de realidades possíveis, oferecendo zonas de respiro e expansão do pensamento. Neste sentido, ao focar o pensamento e o fazer artístico no cerne da 7ª Bienal, tentamos recuperar a confiança na energia criativa de artistas que refletem sobre o seu papel, propondo alterações na trama do real para permitir a abertura de novas perspectivas críticas.
Seguindo esta mesma linha, o Projeto Pedagógico da 7ª Bienal do Mercosul terá uma equipe de artistas educadores que atualmente aplicam “micro políticas criativas” na América Latina e no mundo. Essas “micro políticas” devem ser entendidas como lugares onde se produzem novos sentidos e subjetividades, enquanto permitem a elaboração de ações concretas e transformadoras da realidade.
Em síntese, no projeto curatorial para a 7ª Bienal do Mercosul afirmamos o sentido e a importância das Bienais porque afirmamos o sentido e a importância dos artistas como constantes produtores de sentido crítico. Por sua vez, buscamos chamar a atenção sobre a necessidade do risco e da experimentação, em um momento histórico que urge revisitar as estruturas existentes.
Victoria Noorthoorn e Camilo Yánez são curadores-gerais da 7ª Bienal do Mercosul/2009

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