Das revistas para as galerias:
O FUTURO DO FOTOJORNALISMO?
Bianca Tinoco
Única especializada em fotografia nesta edição do iContemporâneo, a Galeria de Babel trará a São Paulo um peso-pesado da câmera, o alemão Thomas Hoepker. Aos 72 anos, 55 deles dedicados ao fotojornalismo, Hoepker publicou trabalhos nas principais revistas internacionais, foi correspondente na Alemanha Oriental nos anos 70, e suas fotos motivaram campanhas como a de apoio à Etiópia na década de 80. Associado à Magnum Photo desde 1989, foi presidente da agência de 2003 a 2006. O fotógrafo, que vive e trabalha em Nova York desde 1981, é autor de uma das imagens mais polêmicas sobre 11 de Setembro – a de um grupo à beira do East River, aparentemente alheio à gigantesca nuvem de fumaça da catástrofe das Torres Gêmeas. Mais de 10 fotos de sua famosa série sobre Muhammed Ali, produzida em 1966, serão exposta a céu aberto pela Babel em parceria com a Galeria Paparazzi, na esquina das avenidas Rebouças e Pedroso de Morais, a partir de 8 de setembro. Ele será o astro entre os nomes expostos pela Babel na feira, como Dimitri Lee, Eduardo Muylaert, Elliott Erwitt, Martin Gurfein, Martin Parr e Ricardo van Steen.
Em entrevista exclusiva à Bianca Tinoco para o Papel das Artes, Hoepker reflete sobre as mudanças técnicas e profissionais no fotojornalismo. Antes disputado pelas grandes publicações internacionais, o mestre diagnostica que as encomendas da grande imprensa estão minguando – a exemplo do que ocorreu no Brasil com o ocaso das revistas de reportagem fotográfica, como O Cruzeiro e Manchete. E afirma que, nessa conjuntura, a solução para seus colegas de profissão pode ser o mercado de arte, uma vez que cresce o número de colecionadores interessados neste campo da fotografia.
De que modo vender uma fotografia por meio de uma agência, como a Magnum, é diferente de vendê-la em uma galeria de arte? Todos os seus trabalhos são obras de arte?
Não acho que minhas fotos sejam especialmente obras de arte, nem me vejo como artista. Sou um fotógrafo, ponto. Quero comunicar algo aos outros, aos leitores de uma revista, de um livro, ou visitantes de um site na internet. Se as pessoas vêem arte em minhas imagens, por mim tudo bem. Se elas querem comprar uma impressão e pendurá-la na parede de sua casa, fico muito orgulhoso e feliz. Não compartilho com o mito de que a boa arte precisa ser enigmática, evasiva e difícil de compreender. Meu trabalho é sobre comunicação, sobre contar histórias, sobre expressar uma visão de mundo – positiva ou crítica. Fico feliz que o fotojornalismo esteja sendo descoberto pelos colecionadores. Isso nos dá uma nova fonte de renda, uma vez que nosso principal meio de ganhar dinheiro, a contratação pelas revistas, está rapidamente desaparecendo. É claro que uma mera foto noticiosa pode não ser suficiente para ser pendurada na parede, porém mais e mais colecionadores percebem que uma fração da realidade “vista por um temperamento” pode ser mais interessante que uma obra enigmática, daquelas que vemos tanto e que geralmente chamam-se “Sem título 1”, “Sem título 102”. Existe muita vaidade no mundo da imagem mas não acho que ser um artista é algo mais elevado e valioso que ser um fotógrafo ou um jornalista.
Quais temas ou questões o inquietaram recentemente? Que aspectos o levam a iniciar uma nova série fotográfica?
Tenho trabalhado principalmente com meu arquivo de 55 anos. É muito raro hoje em dia ser contratado por revistas, mas acabei de completar um trabalho em Cuba para uma revista alemã – o tema era “Cuba, 50 anos depois da marcha de Castro em Havana”. Adorei voltar àquele país maravilhoso com minha câmera.
A crise social e política é seu principal tema de trabalho?
Não é necessariamente a crise, me debruço mais sobre as condições sociais ao redor do mundo. Nunca fui um fotógrafo de guerra de verdade, mas me interesso pela maneira como as pessoas vivem em seu ambiente, do ponto de vista social e ecológico.
O que conduz o senhor a apertar o botão da câmera: a estética do que vê, os aspectos sociais, a relevância jornalística da cena?
Eu sempre torço pela combinação de uma narrativa jornalística interessante e uma forma apropriada. Talvez o estético ocupe mais espaço em minha vida hoje do que no passado, quando eu trabalhava como repórter. Costumo achar chata a forma sem conteúdo, mas por outro lado, freqüentemente, vejo novas imagens importantes que são desleixadas ou ruins na composição. O ideal, claro, é apresentar ambos em uma imagem – valor de notícia (ou uma opinião expressa por um fotógrafo) unida a formas e cores que fortaleçam a mensagem.
O senhor é formado em História e Antropologia? Considera a formação acadêmica importante para um fotógrafo?
Não, nunca me formei. Estudei História e Arqueologia (principalmente para agradar meus pais) mas desisti rapidamente para me concentrar na fotografia – a qual também não estudei, apenas fiz. Consegui meu primeiro trabalho para uma revista em 1960, aos 24 anos. Hoje há muito bons cursos e escolas de fotografia, é um grande negócio. Mas não tenho tanta certeza de que bons fotógrafos podem ser produzidos pelo sistema, o melhor a esperar é que o talento seja descoberto e encorajado, se existir. Também vejo algumas escolas, nas quais um estilo é pregado aos alunos como a única maneira de obter sucesso. Isso é bastante perigoso, pois tende a perpetuar um modo de ver o mundo sem sair da sala de aula para a experimentação individual. Olhando para trás, fico feliz de nunca ter freqüentado uma escola de fotografia. Isso me ajudou a descobrir minha maneira particular de ver as coisas. De certa maneira, porém, o pequeno período em que fui estudante de História da Arte foi muito positivo. Muni meu cérebro com muitas imagens de pinturas, esculturas, artes gráficas, arquitetura. Geralmente eu reajo a uma cena ou atmosfera na vida real quando esta me remete no subconsciente a uma figura do meu “arquivo interior”. Acho que me ajudou a identificar qualidade visual ao meu redor.
Depois de mais de 50 anos como fotógrafo, atravessando tantas mudanças tecnológicas, quão grande e importante considera a transição da fotografia analógica para a digital?
A foto digital é um passo lógico e extremamente importante para o desenvolvimento da tecnologia fotográfica. As vantagens dela são tantas e tão claras que não preciso enumerá-las. Ok, também perdemos alguma coisa, por exemplo, o pequeno pedaço de filme que você pode segurar entre os dedos e que é palpável, quem sabe um objeto muito precioso. A foto digital, por sua vez, é uma quimera – uma corrente de números invisíveis em uma fatia de material magnético facilmente apagável. Enquanto o filme existe, fisicamente, não posso tocar o fantasma digital da foto que tirei, ele está armazenado em uma vasta rede de dados, é uma abstração. Ainda assim, uma imagem digital pode ser trazida ao mundo “real”, pode ser impressa em algum material valioso, como papéis caros de fibra natural. Pode ser posta em uma parede e colecionada com as fotos tradicionais.
Em termos de qualidade, a foto digital perde muito comparada à analógica?
Acho que estamos muito próximos de alcançar na impressão digital a mesma qualidade do trabalho de laboratório. Na verdade, penso que a impressão em cores já é superior à maior parte dos processos mais tradicionais do gênero. Quanto ao preto e branco, ainda não atingimos o nível de refinamento comparável a um trabalho de excelência impresso em uma sala escura (se consideramos mestres da impressão como Ansel Adams). Além do mais, existe uma diferença entre haletos de prata em um papel e tinta borrifada sobre um papel. Mas, francamente, não ligo muito para isso. É claro que podemos falar eternamente sobre as maravilhosas águas-fortes de Rembrandt, o quão refinadas eram, o quanto era avançada sua técnica de impressão. Mas no final, o que mais me fascina é a arte de Rembrandt, sua expressão de atmosfera e luz, sua genialidade nos retratos e, sim, o modo como contava histórias. Da mesma forma, estou mais interessado na qualidade de uma foto, em sua narrativa e composição, do que em filigranas de uma impressão digital contra a analógica.
E quanto à durabilidade das imagens digitais?
As atuais impressoras digitais de alta definição produzem trabalhos altamente duráveis e da qualidade mais elevada, geralmente são melhores que minhas antigas impressões de laboratório em preto e branco. Junte-se aí a qualidade dos papéis de fibra modernos e o que se tem são imagens maravilhosas, agradáveis ao tato e ótimas para expor. Naturalmente, mesmo essa tecnologia continuará evoluindo. Mas o que é nosso objetivo – conseguir o exato efeito das antigas impressões em prata ou criar um novo tipo, de qualidade totalmente controlável e reprodutível? Não compactuo com a visão nostálgica de que o antigo tem sido melhor. As vantagens da tecnologia digital ultrapassam de longe as limitações da fotografia analógica. Entretanto, saúdo todos os fotógrafos que decidiram continuar com a “velha” tecnologia, que buscam por papéis finos em um mercado em retração, que enfrentam bravamente as químicas tóxicas da sala escura, que passam a noite inteira para fazer uma maravilhosa impressão em grão de prata. Estou certo de que analógico e digital coexistirão por longo tempo, nenhuma maneira é intrinsecamente a certa ou a errada. O que importa é a foto – é boa ou ruim? Ela te toca? Quem liga, no fim das contas, para como ela foi feita?
O FUTURO DO FOTOJORNALISMO?
Bianca Tinoco
Única especializada em fotografia nesta edição do iContemporâneo, a Galeria de Babel trará a São Paulo um peso-pesado da câmera, o alemão Thomas Hoepker. Aos 72 anos, 55 deles dedicados ao fotojornalismo, Hoepker publicou trabalhos nas principais revistas internacionais, foi correspondente na Alemanha Oriental nos anos 70, e suas fotos motivaram campanhas como a de apoio à Etiópia na década de 80. Associado à Magnum Photo desde 1989, foi presidente da agência de 2003 a 2006. O fotógrafo, que vive e trabalha em Nova York desde 1981, é autor de uma das imagens mais polêmicas sobre 11 de Setembro – a de um grupo à beira do East River, aparentemente alheio à gigantesca nuvem de fumaça da catástrofe das Torres Gêmeas. Mais de 10 fotos de sua famosa série sobre Muhammed Ali, produzida em 1966, serão exposta a céu aberto pela Babel em parceria com a Galeria Paparazzi, na esquina das avenidas Rebouças e Pedroso de Morais, a partir de 8 de setembro. Ele será o astro entre os nomes expostos pela Babel na feira, como Dimitri Lee, Eduardo Muylaert, Elliott Erwitt, Martin Gurfein, Martin Parr e Ricardo van Steen.
Em entrevista exclusiva à Bianca Tinoco para o Papel das Artes, Hoepker reflete sobre as mudanças técnicas e profissionais no fotojornalismo. Antes disputado pelas grandes publicações internacionais, o mestre diagnostica que as encomendas da grande imprensa estão minguando – a exemplo do que ocorreu no Brasil com o ocaso das revistas de reportagem fotográfica, como O Cruzeiro e Manchete. E afirma que, nessa conjuntura, a solução para seus colegas de profissão pode ser o mercado de arte, uma vez que cresce o número de colecionadores interessados neste campo da fotografia.
De que modo vender uma fotografia por meio de uma agência, como a Magnum, é diferente de vendê-la em uma galeria de arte? Todos os seus trabalhos são obras de arte?
Não acho que minhas fotos sejam especialmente obras de arte, nem me vejo como artista. Sou um fotógrafo, ponto. Quero comunicar algo aos outros, aos leitores de uma revista, de um livro, ou visitantes de um site na internet. Se as pessoas vêem arte em minhas imagens, por mim tudo bem. Se elas querem comprar uma impressão e pendurá-la na parede de sua casa, fico muito orgulhoso e feliz. Não compartilho com o mito de que a boa arte precisa ser enigmática, evasiva e difícil de compreender. Meu trabalho é sobre comunicação, sobre contar histórias, sobre expressar uma visão de mundo – positiva ou crítica. Fico feliz que o fotojornalismo esteja sendo descoberto pelos colecionadores. Isso nos dá uma nova fonte de renda, uma vez que nosso principal meio de ganhar dinheiro, a contratação pelas revistas, está rapidamente desaparecendo. É claro que uma mera foto noticiosa pode não ser suficiente para ser pendurada na parede, porém mais e mais colecionadores percebem que uma fração da realidade “vista por um temperamento” pode ser mais interessante que uma obra enigmática, daquelas que vemos tanto e que geralmente chamam-se “Sem título 1”, “Sem título 102”. Existe muita vaidade no mundo da imagem mas não acho que ser um artista é algo mais elevado e valioso que ser um fotógrafo ou um jornalista.
Quais temas ou questões o inquietaram recentemente? Que aspectos o levam a iniciar uma nova série fotográfica?
Tenho trabalhado principalmente com meu arquivo de 55 anos. É muito raro hoje em dia ser contratado por revistas, mas acabei de completar um trabalho em Cuba para uma revista alemã – o tema era “Cuba, 50 anos depois da marcha de Castro em Havana”. Adorei voltar àquele país maravilhoso com minha câmera.
A crise social e política é seu principal tema de trabalho?
Não é necessariamente a crise, me debruço mais sobre as condições sociais ao redor do mundo. Nunca fui um fotógrafo de guerra de verdade, mas me interesso pela maneira como as pessoas vivem em seu ambiente, do ponto de vista social e ecológico.
O que conduz o senhor a apertar o botão da câmera: a estética do que vê, os aspectos sociais, a relevância jornalística da cena?
Eu sempre torço pela combinação de uma narrativa jornalística interessante e uma forma apropriada. Talvez o estético ocupe mais espaço em minha vida hoje do que no passado, quando eu trabalhava como repórter. Costumo achar chata a forma sem conteúdo, mas por outro lado, freqüentemente, vejo novas imagens importantes que são desleixadas ou ruins na composição. O ideal, claro, é apresentar ambos em uma imagem – valor de notícia (ou uma opinião expressa por um fotógrafo) unida a formas e cores que fortaleçam a mensagem.
O senhor é formado em História e Antropologia? Considera a formação acadêmica importante para um fotógrafo?
Não, nunca me formei. Estudei História e Arqueologia (principalmente para agradar meus pais) mas desisti rapidamente para me concentrar na fotografia – a qual também não estudei, apenas fiz. Consegui meu primeiro trabalho para uma revista em 1960, aos 24 anos. Hoje há muito bons cursos e escolas de fotografia, é um grande negócio. Mas não tenho tanta certeza de que bons fotógrafos podem ser produzidos pelo sistema, o melhor a esperar é que o talento seja descoberto e encorajado, se existir. Também vejo algumas escolas, nas quais um estilo é pregado aos alunos como a única maneira de obter sucesso. Isso é bastante perigoso, pois tende a perpetuar um modo de ver o mundo sem sair da sala de aula para a experimentação individual. Olhando para trás, fico feliz de nunca ter freqüentado uma escola de fotografia. Isso me ajudou a descobrir minha maneira particular de ver as coisas. De certa maneira, porém, o pequeno período em que fui estudante de História da Arte foi muito positivo. Muni meu cérebro com muitas imagens de pinturas, esculturas, artes gráficas, arquitetura. Geralmente eu reajo a uma cena ou atmosfera na vida real quando esta me remete no subconsciente a uma figura do meu “arquivo interior”. Acho que me ajudou a identificar qualidade visual ao meu redor.
Depois de mais de 50 anos como fotógrafo, atravessando tantas mudanças tecnológicas, quão grande e importante considera a transição da fotografia analógica para a digital?
A foto digital é um passo lógico e extremamente importante para o desenvolvimento da tecnologia fotográfica. As vantagens dela são tantas e tão claras que não preciso enumerá-las. Ok, também perdemos alguma coisa, por exemplo, o pequeno pedaço de filme que você pode segurar entre os dedos e que é palpável, quem sabe um objeto muito precioso. A foto digital, por sua vez, é uma quimera – uma corrente de números invisíveis em uma fatia de material magnético facilmente apagável. Enquanto o filme existe, fisicamente, não posso tocar o fantasma digital da foto que tirei, ele está armazenado em uma vasta rede de dados, é uma abstração. Ainda assim, uma imagem digital pode ser trazida ao mundo “real”, pode ser impressa em algum material valioso, como papéis caros de fibra natural. Pode ser posta em uma parede e colecionada com as fotos tradicionais.
Em termos de qualidade, a foto digital perde muito comparada à analógica?
Acho que estamos muito próximos de alcançar na impressão digital a mesma qualidade do trabalho de laboratório. Na verdade, penso que a impressão em cores já é superior à maior parte dos processos mais tradicionais do gênero. Quanto ao preto e branco, ainda não atingimos o nível de refinamento comparável a um trabalho de excelência impresso em uma sala escura (se consideramos mestres da impressão como Ansel Adams). Além do mais, existe uma diferença entre haletos de prata em um papel e tinta borrifada sobre um papel. Mas, francamente, não ligo muito para isso. É claro que podemos falar eternamente sobre as maravilhosas águas-fortes de Rembrandt, o quão refinadas eram, o quanto era avançada sua técnica de impressão. Mas no final, o que mais me fascina é a arte de Rembrandt, sua expressão de atmosfera e luz, sua genialidade nos retratos e, sim, o modo como contava histórias. Da mesma forma, estou mais interessado na qualidade de uma foto, em sua narrativa e composição, do que em filigranas de uma impressão digital contra a analógica.
E quanto à durabilidade das imagens digitais?
As atuais impressoras digitais de alta definição produzem trabalhos altamente duráveis e da qualidade mais elevada, geralmente são melhores que minhas antigas impressões de laboratório em preto e branco. Junte-se aí a qualidade dos papéis de fibra modernos e o que se tem são imagens maravilhosas, agradáveis ao tato e ótimas para expor. Naturalmente, mesmo essa tecnologia continuará evoluindo. Mas o que é nosso objetivo – conseguir o exato efeito das antigas impressões em prata ou criar um novo tipo, de qualidade totalmente controlável e reprodutível? Não compactuo com a visão nostálgica de que o antigo tem sido melhor. As vantagens da tecnologia digital ultrapassam de longe as limitações da fotografia analógica. Entretanto, saúdo todos os fotógrafos que decidiram continuar com a “velha” tecnologia, que buscam por papéis finos em um mercado em retração, que enfrentam bravamente as químicas tóxicas da sala escura, que passam a noite inteira para fazer uma maravilhosa impressão em grão de prata. Estou certo de que analógico e digital coexistirão por longo tempo, nenhuma maneira é intrinsecamente a certa ou a errada. O que importa é a foto – é boa ou ruim? Ela te toca? Quem liga, no fim das contas, para como ela foi feita?

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