quinta-feira, 22 de outubro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
ENQUETE DO PAPEL 12
QUAIS AS CINCO OBRAS DE ARTE QUE TODOS DEVIAM VER ANTES DE MORRER?
Confira o resultado:
NÃO MORRA SEM VER
Entre as 130 obras apontadas nas respostas de nossos 26 convidados, 23 autores (ou suas obras) apareceram mais de uma vez. Desses, apenas dois são artistas vivos. Para completar nosso exercício de curiosidade e evidenciar consensos ou dissensos, relacionamos abaixo, em ordem decrescente, os mais citados e o número de indicações recebidas.
PAUL CÉZANNE (1839/1906), 8 com 5 indicações em uma mesma lista I CILDO MEIRELES (1948), 6 e 3 obras citadas I MARCEL DUCHAMP (1887/1968), 5 com 3 obras recomendadas I GIOTTO DI BONDONE (1266/1337), 5 pelos afrescos da Capela de Pádua I PABLO PICASSO (1881/1973), 4 e 2 obras indicadas I DIEGO VELÁZQUEZ (1599/1660), 3 por As meninas I HELIO OITICICA (1939/1980), 3 por Tropicália I LYGIA PAPE (1927/2004), 3 por 2 obras I MICHELANGELO (1475/1564), 4 pela Capela Sistina I PIET MONDRIAN (1872/1944), 4 incluindo o conjunto da obra I RICHARD SERRA (1939), 3 por dois conjuntos de obras I ROBERT SMITHSON (1938/1973), 3 por Spiral jetty I ALEIJADINHO (1730/1814), 2 por 2 obras I ANDY WARHOL (1928/1987), por 2 trabalhos l ANTONIO CANOVA (1757/1822), 2 por Eros e Psiquê I GIORGIONE (1477/1510), 2 por A tempestade I YVES KLEIN (1928/1962), 2 por Antropometria I LEONARDO DA VINCI (1452/1519), 2 por Mona Lisa I LYGIA CLARK (1920/1988), 2 por 2 obras I HENRI-MATISSE (1869/1954), 2 por 2 obras I JAN VEMEER (1632/1675) dois por duas obras I VINCENT VAN GOGH (1853/1890), 2 por Noite estrelada I VITORIA DE SAMOTRACIA, 2 citações, autor desconhecido (cerca de 220 a 190 a.C).
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
PAPEL 12 EM BREVE NA PRAÇA

Quais as cinco obras de arte que todo mundo deveria ver antes de morrer? Como diria o sambista, responda quem souber. A ideia da enquete, que trazemos como destaque, era justamente esta: dificultar a vida dos participantes. Afinal, reduzir a cinco obras aquilo que seria essencial para a humanidade só pode ser brincadeira. Ou, melhor dizendo, um livre exercício de curiosidade. Bravamente, 26 convidados toparam o desafio de fazer suas escolhas de Sofia......
Isso e muito mais no Papel 12,que traz na capa o Candelabro Diógenes de Laura Lima. LANÇAMENTO: começo de setembro.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
A ELÉIA DE MARIO
O filósofo pré-socrático Zenão de Eléia (495/430 a.C) ronda os pensamentos de Mario Cravo Neto desde a adolescência. Naquela época ao folhear pela primeira vez o livro Misticismo e lógica, de Bertrand Russel, o jovem surpreendeu-se com a descrição dos paradoxos do filósofo grego, discípulo direto de Parmênides e considerado um dos fundadores da dialética. Há três anos, fotógrafo baiano releu Russel e reencontrou o paradoxo da flecha, de Zenão – segundo o qual, se um objeto está em repouso quando ocupa um espaço igual às suas próprias dimensões, uma flecha em vôo está em repouso.
Depois de ter organizado a exposição composta por 31 obras e que ocupará o estande da Paulo Darzé Galeria de Arte, no Circuito de Fotografia, o artista batizou-a como A flecha em repouso, motivando a reflexão sobre o tempo e o movimento.
– Nós baianos temos certo tipo de conhecimento sobre uma natureza complexa e a fluidez do tempo, não havendo mais presente, passado e futuro. É aí que reside a questão de Zenão: a cada momento, estamos em outro tempo e lugar. Salvador é como Eléia, que o (poeta) Ildázio Tavares considera a sede dos ritos místicos mais elaborados da Grécia, altamente esotéricos e do alcance apenas dos iniciados – compara o fotógrafo.
A produção de Mario Cravo Neto é híbrida, plena de associações e referências que se justapõem. Nos 31 trabalhos a serem expostos, há 53 fotografias em cores, dos anos 70 até 2007, ora apresentadas individualmente, ora unidas em dípticos e trípticos. Em meio a jogos de luz e sombra, recortes de corpos se misturam a detalhes de azulejos, relevos sobre a Paixão de Cristo, objetos ritualísticos, vísceras de sacrifício. Na exposição, algumas ganham ainda citações de Ernest Becker, Bertrand Russel e Carl Jung.
– Penso que talvez uma determinada foto sozinha não seja forte o bastante, ou talvez eu queira uma outra idéia de tempo e espaço quando faço os dípticos e trípticos. Quanto às epígrafes, a maior parte dos escritos e análises sobre arte é uma balela, nada foi dito de substancial quanto à fotografia. Assim, pequenos trechos de poemas, escritos ou formulações, quando descontextualizados, adquirem nova vida ao lado de uma imagem. Mas fazer isso é bem difícil, existe uma dosagem para que o doce não fique amargo.
O caráter místico primitivo da Bahia é um dos elementos que mais atrai o fotógrafo. Há anos ele dedica-se a captar, em imagens profundamente subjetivas, o aroma espiritualizado que se desprende dos habitantes, das paisagens, dos movimentos direta ou indiretamente ligados aos cultos afro-brasileiros. Habituado a freqüentar terreiros e a presenciar despachos, procura transparecer a riqueza ritualística do sincretismo religioso. Mas admite que, mesmo em solo baiano, os preconceitos resistem de parte a parte.
– Vejo que estão aumentando, pois há grupos de patrulhamento ideológico, é uma forma de ascensão ao poder. Não se pode mais separar Omolu de São Lázaro ou Santa Bárbara de Iansã, os que tentam querem um apartheid social e religioso. Todos sabemos que eram entidades distintas, mas deixaram de ser há trezentos anos no imaginário e no inconsciente baiano. O sincretismo e a mistura das raças salvaram os negros provenientes da África, aqui eles encontraram um mecanismo bastante hábil para sobreviver. Aqui floresceu, na fantástica natureza tropical, o cenário do futuro de nosso povo.
O filósofo pré-socrático Zenão de Eléia (495/430 a.C) ronda os pensamentos de Mario Cravo Neto desde a adolescência. Naquela época ao folhear pela primeira vez o livro Misticismo e lógica, de Bertrand Russel, o jovem surpreendeu-se com a descrição dos paradoxos do filósofo grego, discípulo direto de Parmênides e considerado um dos fundadores da dialética. Há três anos, fotógrafo baiano releu Russel e reencontrou o paradoxo da flecha, de Zenão – segundo o qual, se um objeto está em repouso quando ocupa um espaço igual às suas próprias dimensões, uma flecha em vôo está em repouso.
Depois de ter organizado a exposição composta por 31 obras e que ocupará o estande da Paulo Darzé Galeria de Arte, no Circuito de Fotografia, o artista batizou-a como A flecha em repouso, motivando a reflexão sobre o tempo e o movimento.
– Nós baianos temos certo tipo de conhecimento sobre uma natureza complexa e a fluidez do tempo, não havendo mais presente, passado e futuro. É aí que reside a questão de Zenão: a cada momento, estamos em outro tempo e lugar. Salvador é como Eléia, que o (poeta) Ildázio Tavares considera a sede dos ritos místicos mais elaborados da Grécia, altamente esotéricos e do alcance apenas dos iniciados – compara o fotógrafo.
A produção de Mario Cravo Neto é híbrida, plena de associações e referências que se justapõem. Nos 31 trabalhos a serem expostos, há 53 fotografias em cores, dos anos 70 até 2007, ora apresentadas individualmente, ora unidas em dípticos e trípticos. Em meio a jogos de luz e sombra, recortes de corpos se misturam a detalhes de azulejos, relevos sobre a Paixão de Cristo, objetos ritualísticos, vísceras de sacrifício. Na exposição, algumas ganham ainda citações de Ernest Becker, Bertrand Russel e Carl Jung.
– Penso que talvez uma determinada foto sozinha não seja forte o bastante, ou talvez eu queira uma outra idéia de tempo e espaço quando faço os dípticos e trípticos. Quanto às epígrafes, a maior parte dos escritos e análises sobre arte é uma balela, nada foi dito de substancial quanto à fotografia. Assim, pequenos trechos de poemas, escritos ou formulações, quando descontextualizados, adquirem nova vida ao lado de uma imagem. Mas fazer isso é bem difícil, existe uma dosagem para que o doce não fique amargo.
O caráter místico primitivo da Bahia é um dos elementos que mais atrai o fotógrafo. Há anos ele dedica-se a captar, em imagens profundamente subjetivas, o aroma espiritualizado que se desprende dos habitantes, das paisagens, dos movimentos direta ou indiretamente ligados aos cultos afro-brasileiros. Habituado a freqüentar terreiros e a presenciar despachos, procura transparecer a riqueza ritualística do sincretismo religioso. Mas admite que, mesmo em solo baiano, os preconceitos resistem de parte a parte.
– Vejo que estão aumentando, pois há grupos de patrulhamento ideológico, é uma forma de ascensão ao poder. Não se pode mais separar Omolu de São Lázaro ou Santa Bárbara de Iansã, os que tentam querem um apartheid social e religioso. Todos sabemos que eram entidades distintas, mas deixaram de ser há trezentos anos no imaginário e no inconsciente baiano. O sincretismo e a mistura das raças salvaram os negros provenientes da África, aqui eles encontraram um mecanismo bastante hábil para sobreviver. Aqui floresceu, na fantástica natureza tropical, o cenário do futuro de nosso povo.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
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